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    O Brasil e a nova estratégia chinesa

    11/05/2026 | 22 mins.
    Convidado: Larissa Wachholz, especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais) A China passa por uma transformação que afeta diretamente o Brasil. Como explica Larissa Wachholz, especialista do núcleo de Ásia do Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), a potência asiática busca reduzir sua dependência externa — especialmente de importações como soja e proteínas brasileiras. Pequim acelera uma estratégia de autossuficiência alimentar porque a fome, historicamente presente no país, é tratada hoje como uma "vulnerabilidade". Por isso, o 15º Plano Quinquenal, que orienta o desenvolvimento do gigante asiático, projeta um crescimento mais moderado e maior foco no fortalecimento do mercado interno. Nesse contexto, segurança alimentar e segurança nacional passam a caminhar juntas. Esse movimento já aparece nos indicadores: na última década, a participação das importações no PIB chinês caiu de 22% para menos de 18%. Na área de alimentos, a estratégia combina tecnologia, subsídios, expansão da produção doméstica e estoques elevados — um cenário que tende a pressionar exportadores no longo prazo. Hoje, o Brasil responde por 25% de tudo o que a China importa do agronegócio global. Diante disso, analistas avaliam que a relação bilateral permanece sólida no curto prazo, mas impõe um desafio estratégico: como o Brasil deve se posicionar diante de uma China que continua investindo aqui, mas busca depender cada vez menos do mundo? Para Wachholz, o país também precisa ficar atento a possíveis acordos entre Estados Unidos e China e ampliar seu leque de parceiros comerciais.
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    A delação do Vorcaro tem força para avançar?

    08/05/2026 | 21 mins.
    Convidado: Gerson Camarotti, jornalista e comentarista político da TV Globo, GloboNews e colunista do g1. A nova fase da operação Compliance Zero revelou indícios de uma suposta mesada de meio milhão de reais ao senador Ciro Nogueira e reforçou a avaliação de investigadores de que a Polícia Federal já reuniu um volume robusto de provas no caso Master. A defesa do senador Ciro Nogueira (Progressistas) afirmou que ele não participou de atividades ilícitas investigadas na nova fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7). Ao mesmo tempo, a delação do banqueiro Daniel Vorcaro chegou às autoridades em um pendrive e está sob análise da PF e da Procuradoria-Geral da República. Nos bastidores, porém, investigadores consideram que o material apresentado até agora estaria abaixo do esperado e distante do que já foi apurado. Enquanto ministros do Supremo pressionam por ajustes no acordo e pela devolução integral dos recursos desviados, policiais seguem examinando milhares de arquivos apreendidos — só em um dos celulares de Vorcaro, são mais de 8 mil vídeos. Nesse episódio, o comentarista Gerson Camarotti traz os bastidores dessa operação e o que pode acontecer com a delação de Daniel Vorcaro e os próximos passos desse caso.
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    A febre dos implantes anabolizantes no Brasil

    07/05/2026 | 29 mins.
    Convidados: Talyta Vespa, repórter do g1 especializada em saúde, e Clayton Luiz Dornelles Macedo, doutor em Endocrinologia Clínica e especialista em Medicina do Esporte pela UNIFESP. O chamado “chip da beleza” promete mais disposição, emagrecimento, ganho de massa muscular, mais libido. Mas o que parece moderno esconde um problema. O produto - que não é um chip, é um implante hormonal - não tem comprovação científica para os efeitos estéticos que são anunciados. Sociedades médicas e órgãos reguladores são categóricos: os implantes de testosterona, oxandrolona e gestrinona têm ação anabolizante. Eles servem para ganhar massa muscular e produzir efeito estético. Mesmo assim, o mercado cresceu e hoje movimenta milhões de reais no Brasil. E funciona com uma engrenagem: médicos prescrevem, treinam outros profissionais e indicam farmácias de manipulação. Um ciclo que vai da consulta à venda do produto e que, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), pode envolver conflito de interesse. A Anvisa chegou a proibir a manipulação, a venda e a propaganda desses implantes. Mas recuou após pressão do setor. Hoje, o uso com finalidade estética segue restrito, mas uma brecha na legislação permite a manipulação de substâncias aprovadas sem definir claramente como elas podem ser usadas. Na prática, o mercado continua ativo e em crescimento. Nas redes sociais, onde a fiscalização é mais difícil, o público-alvo é claro: mulheres. Promessas de autoestima e desempenho físico se espalham com a ajuda de influenciadores e profissionais de saúde. E o “chip da beleza” vira porta de entrada para um mercado maior — que vai da suplementação a tratamentos estéticos, e se apoia, muitas vezes, em inseguranças sobre o corpo.
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    Javier Milei: impopularidade recorde e situação econômica na Argentina

    06/05/2026 | 23 mins.
    Convidado: Ariel Palacios, correspondente da Globo e da Globonews para América Latina. A Argentina registrou a menor taxa de pobreza em sete anos, recuando de 38,1% em 2024 para 28,2% sob a gestão de Javier Milei, segundo o Indec, o "IBGE argentino". No entanto, esse avanço econômico contrasta com uma queda drástica na popularidade do presidente, que se tornou o líder mais impopular da América Latina, acumulando 64,5% de desaprovação (dados da consultoria Zuban Córdoba). As políticas econômicas celebradas pelo governo têm sido insuficientes para conter o ceticismo da opinião pública. O desgaste político é alimentado por uma série de escândalos envolvendo o gabinete de Milei. Além disso, a população reage ao aumento do desemprego, ao fechamento de milhares de empresas e aos cortes na saúde e educação pública. Para grande parte do eleitorado, a realidade do cotidiano e a inflação persistente, mesmo que em queda anual, pesam mais do que os índices oficiais de redução da pobreza. Em paralelo, outro desafio crítico é a profunda desconfiança no sistema financeiro, herança de traumas como o "corralito" de 2001. Estima-se que os argentinos ainda guardem US$ 170 bilhões fora dos bancos, e as recentes tentativas de Javier Milei de atrair esse capital com isenções fiscais, sob o mote "alivie seu colchão", tiveram pouco sucesso até agora.
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    O novo Desenrola: até onde vai o alívio para os endividados?

    05/05/2026 | 26 mins.
    Convidados: Lauro Gonzalez, professor da Fundação Getúlio Vargas e coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira e Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília . O Brasil atingiu em março de 2026 a marca de 82,8 milhões de inadimplentes, o que significa que metade dos lares brasileiros está endividada e comprometendo quase um terço da renda com o pagamento de dívidas. Para tentar reverter esse quadro o governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o novo Desenrola, que agora permite o uso de parte do FGTS para quitar dívidas e impõe uma regra inédita: quem aderir ao programa fica bloqueado em sites de apostas. A nova fase do Desenrola mira especialmente a inadimplência familiar e precoce. Economistas, porém, afirmam que o atual cenário das contas públicas é um dos fatores que impedem a queda dos juros — o que impacta diretamente o tamanho do endividamento dos brasileiros. Para Lauro Gonzalez, coordenador do Centro de Estudos em Microfinanças e Inclusão Financeira da FGV, a questão é mais complexa do que o anúncio faz parecer. “Não existe uma solução mágica, uma bala de prata que vai resolver tudo.” Além da economia, existe uma estratégia política por trás do anúncio: o governo tenta recuperar sua popularidade em ano eleitoral por meio de medidas de impacto direto no cotidiano para tentar reverter o “mau humor” do eleitorado e recuperar a popularidade do presidente Lula em um ano eleitoral, e “não tem como fugir disso" -- analisa Guilherme Balza, repórter da GloboNews.

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo. O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk
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