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    Lula: Alckmin de vice e discurso de candidato

    01/04/2026 | 25 mins.
    Convidado: Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília. Nesta terça-feira (31), o presidente Lula comandou a primeira reunião ministerial de 2026 e sinalizou o início extraoficial de sua candidatura à reeleição. No evento, ele anunciou que vai repetir nas urnas a dobradinha com Geraldo Alckmin (PSB), chapa que venceu a eleição de 2022. Lula também anunciou a troca no comando de 14 ministérios, entre eles alguns do primeiro escalão no Executivo – caso da Casa Civil (Rui Costa, PT), Educação (Camilo Santana, PT), Planejamento (Simone Tebet, PSB) e Meio Ambiente (Marina Silva, Rede). O presidente deu aos agora ex-ministros a missão de defender o governo em seus palanques regionais. No mesmo dia, o Palácio do Planalto confirmou que enviará ao Senado a indicação de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, como novo ministro do Supremo Tribunal Federal. Neste episódio, Natuza Nery conversa com Guilherme Balza, repórter de política da GloboNews em Brasília, para explicar as mensagens por trás de cada uma das movimentações do governo nesta terça-feira. Natuza e Balza também analisam o discurso de Lula e dos ministros governistas, que apontam a principal estratégia para a corrida eleitoral deste ano: comparar as realizações deste governo com o anterior, de Jair Bolsonaro.
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    De Ormuz a Bab el-Mandeb: a expansão da guerra no Oriente Médio

    31/03/2026 | 24 mins.
    Convidado: Guga Chacra, comentarista da Globo, da GloboNews e da CBN e colunista do jornal O Globo. Os efeitos da guerra no Irã começaram a alcançar todo o mundo quando o regime de Teerã trancou o trânsito de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. O preço da energia subiu e economia sentiu o baque. E o que já está ruim, pode ficar pior. Agora, é o Estreito de Bab el-Mandeb que corre o risco de ser bloqueado. Localizado do outro lado da Península Arábica, é a única alternativa marítima ao fechamento de Ormuz. Trata-se de um corredor de água com pouco mais de 30 km de largura, que separa África e Ásia e conecta o Oceano Índico ao Mar Vermelho, portão de entrada para o Canal de Suez. É a rota de mais 12% do petróleo global, mais de 20% das exportações de fertilizante e, de acordo com a Organização Marítima Internacional, de um quarto de toda a navegação mundial. O controle do gargalo está nas mãos dos houthis, grupo rebelde formado dentro do Iêmen, que domina a capital e a costa do país. No último sábado, os houthis, que são aliados estratégicos do Irã, reivindicaram a autoria de ataques com drones e mísseis de cruzeiro que atingiram alvos em Israel. Neste episódio, Natuza Nery recebe Guga Chacra, comentarista da Globo, da GloboNews e da CBN e colunista do jornal O Globo, para explicar a importância do Estreito de Bab el-Mandeb para o mundo e o que querem os houthis ao entrarem para a guerra. Guga questiona também a ofensiva de Israel ao Líbano e analisa as pressões internas que Donald Trump vem sofrendo para retirar os EUA do conflito.
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    Escravidão: o mais grave crime contra a humanidade

    30/03/2026 | 31 mins.
    Convidada: Ynaê Lopes dos Santos, doutora em história pela USP, pesquisadora sobre a História da Escravidão nas Américas e professora de História da América da Universidade Federal Fluminense. Na última quarta-feira (25), Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução que declara que o tráfico de africanos escravizados foi o crime mais grave na história da humanidade. O texto foi apresentado por Gana e aprovado por 123 dos 193 países que integram as Nações Unidas – entre eles o Brasil. Houve 52 abstenções (caso do Reino Unido e de todos os integrantes da União Europeia) e somente 3 votos contrários: Argentina, Estados Unidos e Israel. O reconhecimento das Nações Unidas se refere ao tráfico de africanos que foram sequestrados e levados à força para as Américas: um crime que foi perpetrado durante quatro séculos e vitimou cerca de 12,5 milhões de pessoas. O Brasil foi o maior destino: quase 5 milhões de negros escravizados foram transportados para cá. A resolução agora exige reparações. Para analisar se o que foi decidido na ONU é apenas uma posição simbólica ou uma ação concreta em busca de justiça, Victor Boyadjian entrevista Ynaê Lopes dos Santos, doutora em história pela USP e professora de História da América da Universidade Federal Fluminense. Ynaê, que também é pesquisadora sobre a história da escravidão, descreve as três etapas da organização econômica da escravidão: a captura na África, o transporte nos navios negreiros e o trabalho forçado no Brasil. Ela ainda explica a que tipo de violências as pessoas escravizadas eram submetidas e aponta os caminhos para uma possível reparação histórica para este crime.
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    O jogo de interesses na CPI do INSS

    27/03/2026 | 28 mins.
    Convidada: Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da rádio CBN. Nesta quinta-feira (26), o Supremo Tribunal Federal decidiu que cabe ao Congresso prorrogar ou não a CPI mista do INSS. Por 8 votos a 2, o plenário da Corte consolidou o entendimento de que a liminar concedida pelo ministro André Mendonça, que adiaria o encerramento da comissão parlamentar, não tem efeito. Agora, o relatório final será lido e pode ser votado já nesta sexta-feira (27). Desde dezembro, o comando da comissão aguardava a posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a respeito do pedido extensão do prazo para a entrega do relatório, marcado para este sábado (28). Sem resposta, eles acionaram o Supremo. Foi então que Mendonça decidiu por prorrogar o fim dos trabalhos. O vai-e-vem entre Congresso e Supremo ilustra duas frentes de atrito em Brasília. Uma delas é a crescente tensão entre os Poderes Legislativo e Judiciário. A outra é o clima de campanha antecipada: em ano de eleições, uma CPI ganha ainda mais os holofotes e pode construir heróis e vilões. Para explicar o jogo de interesses que envolvem a CPMI do INSS, Victor Boyadjian conversa com Vera Magalhães, colunista do jornal O Globo e âncora e comentarista da rádio CBN. Vera analisa os recados por trás dos votos dos ministros do STF e avalia se há alguma contribuição real da comissão para as investigações do escândalo bilionário de descontos indevidos no contracheque dos aposentados.
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    O trumpismo contra Trump

    26/03/2026 | 25 mins.
    Convidado: Carlos Poggio, professor do Departamento de Ciência Política do Berea College, no Kentucky (EUA). Durante a campanha eleitoral, o então candidato Donald Trump prometeu: “eu não vou começar guerras, vou encerrar guerras”. É um discurso que está em linha com o eixo central da ideologia MAGA, que defende priorizar temas internos da política americana em detrimento de interferir em conflitos ao redor do mundo. Em janeiro deste ano, Trump rasgou de vez o roteiro no qual interpretava o papel de agente da paz. Primeiro, autorizou o ataque à Venezuela que capturou Nicolás Maduro. Depois, ordenou a operação Fúria Épica, que daria início à guerra no Irã. E a conta veio: o preço do petróleo disparou e pressiona ainda mais a inflação – que está alta para os padrões americanos. Nas pesquisas de opinião, Trump atingiu o pior nível de aprovação desde que voltou à Casa Branca. E enfrenta um fenômeno inédito: vê abrir um racha dentro da alta cúpula do MAGA, o grupo de apoiadores mais radicais e mais fiéis a ele. Integrantes do governo, jornalistas e influencers trumpistas estão criticando em público a decisão de iniciar uma guerra no Oriente Médio. Neste episódio, Victor Boyadjian entrevista Carlos Poggio, professor do Departamento de Ciência Política do Berea College, no Kentucky (EUA), para explicar esse movimento de dissidência dentro do trumpismo e as consequências disso nas tomadas de decisão do presidente americano. Poggio também analisa o resultado das pesquisas mais recentes e projeta o cenário delicado para os republicanos nas eleições de meio de mandato, em novembro.

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Um grande assunto do momento discutido com profundidade. Natuza Nery vai conversar com especialistas, com personagens diretamente envolvidos na notícia, além de jornalistas e analistas da TV Globo, do g1, da Globonews e demais veículos do Grupo Globo para contextualizar, explicar e oferecer diferentes pontos de vista sobre os assuntos mais relevantes do Brasil e do mundo. O podcast O Assunto, em comemoração aos 5 anos de existência, selecionou os 10 episódios essenciais para todo ouvinte na playlist 'This Is O Assunto'. Ouça agora no Spotify: https://open.spotify.com/playlist/37i9dQZF1DXdFHK4Zrimdk
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