O discurso de que o “uso correto dos agrotóxicos é seguro” está cheio de furos, que foram criados de certa forma por grandes corporações, inclusive com manipulação da ciência.
Neste episódio especial, as repórteres Carla Ruas e Silvia Lisboa visitaram diferentes plantações no interior do Rio Grande do Sul e analisaram os chamados Monsanto Papers, um vazamento de informações internas da Monsanto, fabricante de um dos principais agrotóxicos usados no Brasil. É um acervo com e-mails, pareceres e comunicações internas que revelam táticas para descredibilizar críticos, abafar pesquisas e comprar a boa vontade de acadêmicos e políticos.
Este episódio foi possível de ser produzido graças ao apoio da ACT - Promoção da Saúde, que promove políticas públicas de saúde principalmente nas áreas de alimentação, tabagismo e bebidas alcoólicas.
O Ciência Suja também tem apoio do Instituto Serrapilheira, que fomenta a ciência e a divulgação científica no Brasil.
Para participar do financiamento coletivo do Ciência Suja e conferir o material complementar do episódio, acesse o site: cienciasuja.com.br
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Confira o parecer da Abrasco que mencionamos no episódio, sobre glifosato: https://bit.ly/4kd6ycl
Também há um dossiê sobre impactos na saúde: http://bit.ly/4c0Gsao
Abaixo, a resposta completa da Bayer, produtora do glifosato, ao episódio:
A Bayer tem um compromisso de manter transparência em suas discussões sobre ciência e produção de alimentos com colaboradores, acadêmicos, órgão reguladores, representantes da sociedade civil e demais públicos. Isso inclusive se reflete em nossos esforços para encorajar o debate com a disponibilização de centenas de estudos e relatórios que foram submetidos à EFSA como parte do processo de renovação do glifosato na União Europeia. A iniciativa foi liderada por um grupo de empresas e entidades, incluindo a Bayer, e está disponível online. Além disso, como parte dos "Princípios de Engajamento Societário da Bayer (BASE)", nossas apresentações regulamentares estão disponíveis ao público. Seguimos regras transparentes e mantemos um registro de colaboração científica, o que torna transparente nossas parcerias externas com instituições de ciências.
O glifosato tem sido usado com segurança e sucesso em todo o mundo há mais de 40 anos. Os principais órgãos reguladores do mundo, com base em evidências científicas e estudos que envolveram ampla consulta pública, já reafirmaram que o glifosato é seguro para uso quando manuseado de acordo com as instruções do rótulo -- isso inclui a Anvisa, a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA), a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA), a Agência Europeia de Produtos Químicos (ECHA), além das principais autoridades de saúde na Austrália, Coréia do Sul, Canadá, Nova Zelândia, Japão e de outras partes do mundo. Todas elas concluíram repetidamente que nossos produtos à base de glifosato podem ser usados com segurança conforme as instruções de bula e que o glifosato não é cancerígeno.